quinta-feira, 18 de outubro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
Registro do Dia 03 de Setembro de 2012 - Luiz Augusto
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Registro, tentativa número 2 – Deixa eu dizer
Segunda-feira, 13 de agosto de 2012.
Enfim, o papo acabou meio assim no ar, com um silêncio destes do tipo que consentem. Pausa pro banheiro e pra um lanchinho. Eu levantei meio brava com esse papo da programação e da fachada, fiquei pensando que tava sendo forçado e do tipo comendo pelas beiradas, e eu não gosto disso. Mas tudo bem, passou. Na pausa a Mari, do Tomie, me perguntou porque é que eu havia sumido e eu respondi na maior sinceridade que eu estava/estou de saco cheio do Tomie, porque eu não to saindo do lugar e quando eu fico estacionada eu vou embora. E ela disse: - poxa Gi eu não quero te perder. Eu num riso de contentamento com o comentário disse que ela não iria me perder. E ela disse que sabia que não perderia meu corpo ali presente, mas que estava perdendo minha ação, meu pensar. Chegamos a falar da conversa sobre a programação. Perguntei se ela não achava que estava sendo meio forçado e ela me respondeu que não, que havia sido consensual e que todos haviam se animado com isso. Enfim...voltamos e a Jô iria ler seu registro.
Risos.
- Já foi decretado aquele 1 minuto de silêncio após o registro.
Nada a comentar. A Angela ficou com aquele nó na garganta, o grupo ficou com aquele tédio e cansaço e mais outro silêncio consentia com aquele dia que Angela, ao fim do encontro, denominou como um dia de ausência de potência.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Oficina de Criação de Pipas no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
Idealizada pelos monitores Caroline Vieira e Bruno Canela, a atividade se distribui pelo mês de agosto, totalizando 4 oficinas de dois dias cada: o primeiro, dedicado à montagem e o segundo à parte prática.
Os próximos encontros serão nos dias 23,24, 30 e 31/08, das 14h30 às 16h00, nos espaços da Área de Convivência e Mirante.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Registro do dia 16/04/2012 (Thamata)
Depois de algumas semanas pensando em fazer o registro, senti que chegou a hora. A Carol, nossa nova companheira fez o último registro do encontro (por sinal o seu primeiro encontro com o grupo) e a atitude dela talvez tenha dado o último impulso que eu precisava.
Cá estou, vamos lá! Voltando para a segunda feira, 16 de Abril de 2012.
Cheguei ao CCJ atrasada e um pouco irritada com situações ocorridas nos coletivos urbanos que levaram até lá, coisas de praxe (um aperto aqui, outro ali, uma parada para aguardar a movimentação do trem à frente e assim vai...). Bom, mas lá o coletivo é outro e logo o humor foi voltando ao normal, no bom sentido. Já tinha começado nossa meia hora de reunião para falar de assuntos relacionados aos postos (biblioteca, recepção, internet livre), cada equipe num canto. Fui me aconchegando junto a turma da biblioteca. Os assuntos estavam bem adiantados. Falamos mais algum tempo . Voltamos a roda completa. Senti falta de algumas pessoas e vi uma cara nova, não sabia seu nome, mas tinha certeza que era o novo educador, logo menos falo mais dele. A Ângela trouxe uma dúvida: O tempo de meia hora tem sido produtivo para todos os grupos? Identificamos que os assuntos relacionados à biblioteca demandam mais tempo de fato. O grupo tem mais integrantes e por consequência nos desencontramos mais durante a semana. Em resumo, continuamos com a meia hora sempre que necessário e surgiu uma ideia muito boa de usar parte desse tempo para falarmos também de coisas do interesse de todo o grupo. A Mary aproveitou a deixa e começou a falar de uma visita monitorada com uma turma de franceses que ela e a Érika haviam feito naquela semana, e que apesar das dificuldades de comunicação e tendo sido pega de surpresa no dia, deixou claro que foi bem interessante e contou de forma bem descontraída todos os ocorridos. Um suspiro para uma palavra: DISPOSIÇÃO.
O assunto “visita monitorada” tem chegado em nossos encontros algumas vezes e de formas variadas, é uma atividade que tem pedido atenção e que falta muito para chegar num ponto de sentir ela com propriedade, eis aí um desafio. A Mariana e a Ângela falaram de momentos cômicos e comuns que aconteceram durante as visitas que elas fizeram vida a fora e eu fiquei ali pensando que é isso aí: a segurança sobre determinadas ações nos permite encarar com mais leveza, mesmo quando as pernas tremem e você quer fugir. Eu ainda não cheguei nesse ponto, mas quero. Uma boa notícia: O novo educador, Felipe, chegou também para ajudar nessa atividade.
Qual será a história do nome e o livro que marcou um momento da vida da Mariana, da Carol e do Felipe? No começo isso era boa parte do pouco que sabíamos um do outro. Sinto que muita coisa mudou.
Chega a hora do Bruno apresentar sua correria, preenchida pelo Entre Becos e Vielas, um projeto de ocupação no bairro em que ele mora. Pelo que entendi, o intuito é gerar atitudes coletivas de cuidado com o bairro, de forma que todos sejam beneficiados, como a simples atitude de não jogar lixo no chão, por exemplo, e ao mesmo tempo uma apropriação do espaço de forma positiva e produtiva, firmados através de eventos envolvendo arte de rua (música e grafitt). Os eventos que rolaram até agora deram super certo e a comunidade abraçou a ideia. Uma matéria feita pela Rede Globo para o programa Criança Esperança meio que se apropriou da ideia do projeto e isso deu uma desmotivada no Bruno, mas nada como “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”. Logo mais, terá outro evento e estamos todos convidados, eba! Gostei muito da correria do Bruno, principalmente pelo caráter espontâneo. Lembrei de um momento em que o Bruno respondendo a uma pergunta da Ângela disse que a potência e a arte do projeto estão naquele momento do evento. É isso aí, la na ladeira da viela tem gente fazendo, sentindo e vivendo. Não pára não Brunão!
Lá vamos nós para o aprofundamento da cartográfica dos desejos. Isso, “desejos”, no plural. Será que somos todos um? Ou somos todos uns? Vejo a cartografia como algo que é nosso, como uma das primeiras formas do grupo mostrar o que quer e de transformar esses desejos em ações, ações de UM grupo.
O que é cultura? O que é arte? Espaço público x espaço privado. O que é ser Jovem? Jovem mediador, Programa Jovem Monitor e assim vai. Temos muita coisa para fazer, muito para absorver e aprender e que acredito que irão auxiliar em práticas. Rolou uma conversa a respeito, fizemos algumas sugestões, tiramos dúvidas e ficamos de trazer sugestões. O encontro da próxima semana já será baseado nesse aprofundamento.
Hora do almoço, super fome!
Na volta, um baita texto sobre Ação Cultural do Teixera Coellho nos esperava sob a mesa. Ah, tem também um regador azul, cheio de ar. A Ângela sugeriu que um voluntário fizesse algo com ele, de repente o que achássemos que ele estava pedindo. Eu fui enchê-lo de água e a Ana na seqüência começou a regar algumas plantas da biblioteca. Na hora esqueci de perguntar se a presença do regador tinha algum significado especial. Pela presença dele, pelo tamanho da mesa, e pela forma como nos sentamos tive a impressão que o grupo nunca esteve fisicamente tão próximo como estava naquele momento. Começamos a leitura do texto. Ele é extenso e aquela querida leitura fragmentada com intervenções de uma na leitura do outro não cabia. Fizemos uma leitura continua e depois conversamos algum tempo sobre o conteúdo ali abordado. Deu boas discussões e o texto de fato, é muito bom. Gosto da ideia de lermos o texto antes do encontro, ajuda a fixar mais o conteúdo e colabora para as conversas.
Fechada a conversa sobre o texto, a próxima atividade sugerida foi sairmos pelo entorno do CCJ e entrevistarmos pessoas afim de saber um momento da vida dela em que uma ação cultural tenha sido marcante. Antes de ir, rolaram alguns questionamentos sobre ir ou não, a finalidade, os porquês e enfim, VAMOS! Formamos duplas e trios e saímos. De cara, quando saímos (A Natame, a Mary e eu), encontramos dois freqüentadores que estavam no portão, um deles nós já conhecíamos. Eles não sabiam que o CCJ estava fechado. Perguntamos se eles topavam ser entrevistados e eles disseram que sim. No final das contas, conseguimos mesmo falar só com um dele, o mais falante: André. Tem 14 anos, gosta de esportes e um momento de ação cultural marcante em sua vida foi quando seu time de futebol da escola ganhou um campeonato e ele foi o artilheiro, com 32 gols. Ele acha que deveria ter atividades esportivas no CCJ e uma quadra. Depois disso, voltamos ao CCJ e cada grupo contou como tinham sido suas entrevistas. Em resumo, acho que falamos com muitas pessoas que não freqüentam o CCJ ou que conhecem o espaço, mas considera que ele não supri as suas necessidades, que são outras, esse lugar do elefante branco não supri suas necessidades. Um outro disse que quer pintar tudo aquilo ali de vermelho. Hoje, 22 de Abril. O dia está cinza, amanhã tem encontro no Tomie. Eu preciso terminar meu registro, mas não consigo. Acho que quero pintar ele todo de verde. Fim.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Registro, tentativa número 1
Mais uma segunda-feira. Mais um encontro da formação, desta vez no CCJ, e mais um registro a ser lido e escutado. Cheguei e a roa já estava formada, o início estava em atraso e necessidades técnicas estavam sendo resolvidas. O responsável por registrar o encontro anterior era o Willian, e o seu relato, como chamou , veio de forma a surpreender. Não tinha papel na mão, e a sua voz saia de sua garganta naquele momento. Era um vídeo e sua voz havia sido gravada em um aparelho gravador. Luzes apagadas, e todos de olhos e ouvidos atentos para ver e ouvir o relato do Willian. Ele nos falava objetivamente como havia sido o encontro passado e fazia inferências com seus pensamentos, além das inferências vsuais do vídeo. Era algo ao mesmo tempo conectado e desconectado. Enquanto a sua falava, a imagem na tela era preenchida cm informações escritas num caderno, a fala não era provinda da imagem era uma espécie de música ou sonorização, era como se houvesse um narrador num filme mudo. Horas as coisas se encaixavam e horas não. Muitos questionamentos apareceram inclusive alguns que haviam sido levantados pela Mari em seu registro, um deles perguntava: Qual é o nosso ideal?
Foi uma questão sem resposta, e que volto a indagar, pois talvez tenha que haver uma resposta para tal coisa. Portanto, falemos do ideal. Do dicionário, I.DE.AL: adj2g. 1. Que existe somente na ideia; imaginário. 2. Que reúne toda a perfeição concebível. 3. O que é objeto da nossa mais alta aspiração. 4. O modelo sonhado ou ideado pela fantasia dum artista.
Sei que não sabemos racionalmente qual o ideal do grupo, mas me lembro de lá no começo a Angela trazer a fala: Qual é a cara do grupo? Talvez descubramos aí por aí qual é o tal do ideal, e que este não seja somente aspiração, imaginação ou fantasia, como diz o dicionário. E com isso eu “linko” outro apontamento que também apareceu lá com a Mari e que o Willian retomou de outra maneira, que é a tal da roda do Tomie girando, e disse ainda que infelizmente ela não gira pra todos e que se girasse talvez muita coisa mudasse. Pra mim, a roda do Tomie gira, e gira, e gira, e gira, e gira...e aí dói a cabeça, dói a barriga, e a gente fica tonto...e no fim o que a gente faz com a coisa toda que rodou? Sei lá, vira um chão inteiro sujo de palavras vomitadas e que depois a gente vai passar o pano e deixa-lo limpo. Vários outros questionamentos estavam presentes no relato do Willian, mas não me convém falar, acho que não me interessaram tanto para retomá-los, perdoem-me por isso. Vou agora para o fim de suas palavras, que diziam assim: Fecha os olhos para um pouco, e ouve o que os rios têm pra dizer. Foi um belo jeito de terminar, e durante a conversa sobre o relato surgiu da outra Mari a comparação da voz calma e ralentada do Willian, com os rios, como se ele fosse o tal rio que nos dizia tudo aquilo que paramos para ouvir. Acho que conheci um pouco mais do Willian. Durante a discussão sobre o que ouvimos e vimos, finalmente veio à tona algo que intrigou todo o grupo durante duas segundas-feiras, a fichinha de avaliação que eu encontrei na recepção e que todos viram. No vídeo o Willian disse: Por alguns motivos a parte eu não consegui parar de pensar antes da discussão no grau de liberdade que temos para nos expressar aqui dentro. Uma anotação, um lista, uma tabela...Será que existe um big brother? E aí e veio o Felipe e falou que não tinha entendido o que quis dizer com isso de bbb. E o Willian se enrolou na fala dele, a Angela começou a explicar como funcionava a avaliação, todo mundo se olhando com cara de nós já sabemos de tudo isso e aí o Daniel interrompeu a Angela e disse que ia falar que todos já sabiam. E aí eu, por ter encontrado a ficha, expliquei exatamente como tudo começou, e esclarecemos que não havia sido proposital, que foi tudo acidente, e ficamos todos felizes e aliviados. Depois do falatório todo sobre a tal ficha de avaliação e da discussão sobre o relato do Willian, fomos a preparação da “oficina-atividade-proposta” do grupo do Tomie, Angela, Mari e Jo. Tudo pronto, fomos para o espaço de convivência, formamos outra roda em volta de algumas coisas no chão. Tinha uma caixa de papel, uns papeis e uns tubos de papelão e ao lado Mekhamóbile. A o começou a oficina lendo um trecho de um livro chamado “Modos de Ver”, eu queria ter anotado alguma coisa sobre a leitura, mas eu não estava com meu caderninho. Depois partimos para outra leitura, desta vez todos liam e quem quisesse podia pegar a fala do outro numa respiração, ou pausa qualquer. Comecei a ler, era um texto do Rubem Alves chamado “A complicada arte de ver”, numa provocação da Angela começamos a repetir frases, ou palavras que chamaram a atenção. Texto lido por todos, partimos para próxima proposta. A Mari nos explicou como funcionaria. Na caixa havia binóculos, lupas, caleidoscópios, óculos e outras coisas. O que faríamos com aquilo tudo? Enxergaríamos com outros olhos. Escolhemos os nossos novos olhos e um círculo de E.V.A, e ganhamos um papel amarelo e um branco. Tínhamos de escolher um lugar do CCJ que falasse sobre nós, posicionar sobre o círculo de E.V.A os nossos novos olhos em direção a este lugar, escreve um pergunta no papel amarelo, e dar uma pista gráfica na folha branca. E a ideia era que juntos achássemos com aquelas pistas qual foi o lugar escolhido por cada um e olhar através do olhar do outro. Com os lugares escolhidos, partimos para ver, rever e transver cada escolha. Um barbante materializou o nosso caminho entre os olhares. Uma grande teia foi formada e conseguimos ver, e rever e transgredir a visão sobre o CCJ. Pausa para o almoço.
Depois foi a proposta do pessoal da recepção da biblioteca, que funciona mais como uma ocupação de um espaço. A ideia era ocupar o espaço sarau com uma instalação sonora de trechos de áudio-books e ambientalizar o lugar, o livro escolhido para a experiência foi “A menina que roubava livros” alguns trechos sobre o Diário da Morte, foi legal, tinha uma luz baixa, umas imagens, o áudio e os “sofás” que criaram aquele lugar do soninho, sabe? Foi isso um dos questionamentos levantados, de como não deixar aquele espaço se tornar mais um lugar para se dormir. Deram ideias de ter alguém mediando, de ter objetos, cenários, deixar a luz alta, não ter os sofás, outras coisas que poderiam funcionar. As oficinas todas rodaram e acabou o encontro do Tomie no CCJ. E a roda do Tomie Girou e mais uma vez, e saímos de lá todos tontos e enjoados. O pano já tinha sido passado no chão, e fica no ar a questão: Tudo não passa de aspiração???
Gisele Godoy de Freitas



















